O perfil dos pesquisadores brasileiros em Educação Ambiental

Autores

  • Stefania Fachina Universidade Federal de São Carlos
  • Thales Haddad Novaes de Andrade Universidade Federal de São Carlos

DOI:

https://doi.org/10.14295/ambeduc.v27i1.13782

Palavras-chave:

Perfil dos pesquisadores, Educação Ambiental, Ciências Humanas, Interdisciplinaridade

Resumo

O presente artigo objetiva construir reflexões para o estudo sobre o perfil dos pesquisadores brasileiros em Educação Ambiental (EA). Foram considerados, como sujeitos desta pesquisa, os pesquisadores que possuem os seus artigos publicados na Revista Pesquisa em Educação Ambiental (REVIPEA), entre os anos de 2010 a 2019. Os dados necessários para a investigação foram obtidos através dos currículos dos pesquisadores registrados na Plataforma Lattes, por meio de análise de natureza quantitativa não estatística, por maioria simples. A análise revelou que a produção científica em EA se manifesta por perfis variados de pesquisadores em EA, mas com predominância do pesquisador atuante no campo das Ciências Humanas, uma área interdisciplinar em sua formação.

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Biografia do Autor

Stefania Fachina, Universidade Federal de São Carlos

Doutoranda em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Pesquisadora no Grupo de Estudo e Pesquisa em Química Verde, Sustentabilidade e Educação (GPQV-CNPq-UFSCar).

Thales Haddad Novaes de Andrade, Universidade Federal de São Carlos

Possui graduação em ciências sociais pela Universidade Estadual de Campinas (1990) e doutorado em Ciências Sociais pela mesma instituição. Atualmente é professor associado do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos. Tem experiência em diversas áreas das Ciências Sociais, atuando principalmente nos seguintes temas: ciência e tecnologia, meio ambiente e inovação. 

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Publicado

2022-08-03

Como Citar

Fachina, S., & Haddad Novaes de Andrade, T. (2022). O perfil dos pesquisadores brasileiros em Educação Ambiental. Ambiente &Amp; Educação, 27(1), 1–25. https://doi.org/10.14295/ambeduc.v27i1.13782